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Deus onipotente
Ano-da-Fe-vela1Domingo da alegria! Por quê? Aproxima-se o nascimento do Senhor Jesus. É impressionante como o poder de Deus se manifesta na debilidade do Menino Jesus! Não se trata de algo insólito, pois frequentemente o Criador de todas as coisas manifesta o seu poder através da fraqueza, da cruz, da impotência. Nós cremos que Deus é todo-poderoso, é onipotente. Mas nem sempre é fácil continuar mantendo a nossa fé no Todo-poderoso quando estamos necessitados, pedimos-lhe e temos a impressão que ele faz caso omisso dos nossos pedidos, dos nossos sofrimentos. Às vezes temos a impressão de que Deus se esconde quando nós precisamos dele.
Vem à minha mente o famoso poema “pegadas na areia”. Você o conhece? relata a observação que uma pessoa fazia ao estar numa praia e perceber que nos momentos mais felizes da sua vida existiam duas pegadas na areia: as do Senhor e as suas. Deus estava presente nos momentos de felicidade. Mas... que decepção! Nos momentos de dificuldade, a mesma pessoa notava que só existia uma pegada na areia. Ao perguntar ao Senhor o porquê daquilo, Deus lhe respondeu que nos momentos mais difíceis Ele a segurava nos braços sem que ela mesma percebesse isso. Surpresa maior ainda: as pegadas eram do Senhor!
Como diz o Catecismo da Igreja Católica: “Deus é Pai todo-poderoso. Sua paternidade e seu poder iluminam-se mutuamente” (Cat., 270). Trata-se da “onipotência paternal” de Deus, ele cuida de nós. Isso tem que ser uma convicção profunda na nossa vida espiritual: Deus cuida de mim! Quando ele permite algum sofrimento na minha vida, eu não me revoltarei, olharei para o seu Filho unigênito no alto da cruz e pensarei que se ele, o Inocente, sofreu tanto, tanto mais eu que sou culpado... será que não posso sofrer um pouquinho unindo-me aos sofrimentos do meu Deus e Senhor onipotente? Deus não deixou de manifestar a sua onipotência na Cruz. Trata-se de uma manifestação inusitada do seu poder: “Deus Pai revelou sua onipotência da maneira mais misteriosa no rebaixamento voluntário e na Ressurreição de seu Filhos, pelos quais venceu o mal” (Cat., 272). Deus venceu o pecado, a morte e o inferno através da aparente derrota da cruz. É verdade: Jesus venceu sendo crucificado e morto! Contradição? Apenas uma “aparente contradição”.
Leitura recomendada: Catecismo da Igreja Católica, 268-278. Constituição Pastoral “Gaudium et spes” sobre a Igreja no mundo de hoje, 32. Pedro Urbano López de Menezes, “No princípio Deus criou”, Lisboa: Diel, 2009, 157 p.
Pe. Françoá Costa

 

Liturgia

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