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Assuncao
Continuamos a contemplar o Mistério de Jesus e de Maria. Pensemos no milagre em Caná da Galiléia. Por intercessão de Maria, Jesus adianta a sua hora realizando o seu primeiro milagre. Jesus e Maria, nomes maravilhosos para que o cristão sempre os tenha respeitosamente em seus lábios! O nosso Salvador foi concebido pelo poder do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria. Estamos a pensar no nascimento temporal do Filho de Deus. Quanto ao nascimento eterno, nós não podemos circunscrevê-lo a um momento preciso, já que a existência do Filho de Deus é desde toda a eternidade: existiu, existe, sempre existirá; há em Deus um eterno presente.
Quanto ao nascimento do Filho de Deus que aconteceu em Belém, como nós sabemos pela Sagrada Escritura, terminado o tempo normal da gestação, Maria deu à luz (cf. Lc 2,6-7). O Verbo Divino veio ao mundo através de uma Mulher que antes de conceber era Virgem, que durante o nascimento de Jesus Cristo permaneceu virgem e que depois de dar à luz permaneceu virgem. Os antigos Padres (penso naqueles do século III e IV d.C.) gostavam de afirmar que assim como os raios do sol passam através do vidro sem quebrá-lo e sem manchá-lo, assim também Jesus nasceu sem quebrar e sem manchar a sempre-íntegra virgindade de Nossa Senhora.
Assim como convinha a quem tem como Pai natural o próprio Deus que não tivesse outro pai natural aqui na terra, de maneira semelhante também convinha a quem nasce de Deus desde toda a eternidade que manifestasse de alguma maneira a sua admirável e misteriosa existência eterna através de um nascimento temporal especial, virginal, maravilhoso. Por isso, a virgindade perene de Maria é sinal de que o seu filho é verdadeiramente Filho de Deus. A virgindade perpétua de Nossa Senhora é uma dessas verdades de fé que nós encontramos de maneira implícita na Sagrada Escritura, explícita na Tradição da Igreja e sempre defendida pelo Magistério da Igreja. A Sagrada Escritura dá a entender que Maria foi virgem também durante o parto pela rapidez com que ela cuida do Menino que acabou de nascer: logo após dar à luz, ela o envolve em faixas e o reclina num presépio (cf. Lc 1,7). São Jerônimo (+420) era categórico: “admitimos que uma mãe fica manchada pelo sangue (...), mas que ninguém pense isso da Mãe do Salvador”. Santo Agostinho (+430) guardava também a mesma verdade de fé: “Maria foi virgem ao conceber o seu Filho, virgem durante a gravidez, virgem no parto, virgem depois do parto, sempre virgem”.

Leitura: Catecismo da Igreja Católica 484-511. John Henry NEWMAN, Reflexões sobre a Virgem Santíssima. Rodrigo Matsuki (Trad.). São Paulo: Formato-Factash, 2006, p. 105.
Pe. Françoá Costa
 

 

Liturgia

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