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4TC-BAquele discípulo que Jesus amava percebeu e disse: “É o Senhor!” (Jo 21,7). Esta expressão do evangelista João nos lembra do nome de Deus no Antigo Testamento. O livro do Êxodo nos relata que Deus apareceu a Moisés e lhe disse: “EU SOU AQUELE QUE SOU” (Ex 3,14). Deus é! Poucos capítulos depois aparece consignado num mandamento o respeito que se deve ter pelo nome de Deus: “não pronunciarás o nome de Javé, teu Deus, em prova de falsidade, porque o Senhor não deixa impune aquele que pronuncia o seu nome em favor do erro” (Ex 20,7). A tradição judaica, numa mescla de respeito e escrúpulo, deixou de pronunciar o santo tetragrama, YHWH, e utilizou “Adonai”, Senhor. Na Sagrada Escritura, Senhor é, por tanto, sinônimo de Deus, do seu nome. Fica claro, por outro lado, que a revelação de Ex 3,14 indica a transcendência de Deus já que “Aquele que é” nos diz algo do que é Deus, permanecendo, porém, no mais além.Deus é! Ao contrário, a criatura não é! Apresenta-se assim à nossa inteligência cristã uma doutrina básica, uma distinção de primeira ordem: Deus é, a criatura não é. Deus é tudo, nós não somos nada! Deus é criador, nós somos criaturas e, portanto, a nossa existência depende totalmente dele. É muito sadio saber quem somos, dessa maneira não iremos por aí vangloriando-nos, cheios de soberba e vaidade. É verdade: nós não somos! Somente depois, num segundo momento, podemos afirmar: e o que somos vem de Deus! A nossa dependência de Deus é tal que se por algum momento ele deixasse de pensar em nós e de nos amar, deixaríamos de existir imediatamente. Isso é muito importante: Deus não me ama porque eu sou bom, mas eu sou bom e eu posso ser melhor porque Deus me ama; a minha existência e tudo o que eu tenho depende radicalmente do amor de Deus. Aquele que permanece no mais além se fez presente no mais aquém. Deus não nos deixa, ainda que às vezes pensemos que o Senhor se afasta de nós. Na verdade, somos nós que nos afastamos dele e, dessa maneira, deixamos de perceber os seus raios de graça na nossa vida. Aproximemo-nos dele, do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Pe. Françoa Costa.

 

Liturgia

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