SJ News - шаблон joomla Авто

 pontotransp

faixa jubileu grande2

1. No Antigo Testamento

A palavra “jubileu” vem do hebraico “Yôbel”. Refere-se ao carneiro, cujo chifre foi usado para anunciar o ano festivo, Ano de Alegria. Segundo alguns pesquisadores, a palavra “Yôbel” tem ainda um outro significado, que vem da língua hebraica: “trazer de volta”.

O que foi o Ano da Alegria? Um ano que ocorre a cada cinquenta anos, no término de sete anos sabáticos: sete vezes sete anos, equivalente a quarenta e nove anos.

A descrição mais típica do significado do ano de jubileu está no Livro de Levítico, capítulo 25.

“Contarás sete semanas de anos, ou seja, sete vezes sete anos, o que dará quarenta e nove anos. Então farás soar a trombeta no dia dez do sétimo mês. No dia do Grande Perdão fareis soar a trombeta por todo o país. Declarareis santo o quinquagésimo ano e proclamareis a libertação para todos os habitantes do país. Será para vós um jubileu, Cada um de vós poderá retornar à sua propriedade e voltar para sua família. O quinquagésimo ano será para vós um Ano de Jubileu: não semeareis, nem colhereis o que a terra produzir espontaneamente, nem fareis a colheita da videira não podada. Porque é o ano de jubileu, sagrado para vós. Mas podereis comer o que produzirem os campos não cultivados.

Neste Ano de Jubileu cada um poderá retornar à sua propriedade. Se venderes a teu concidadão ou dele comprares alguma terra, que ninguém explore aquele que é seu irmão (...). Ninguém explore o seu concidadão. Teme a teu Deus, pois eu, o Senhor, sou vosso Deus” (Lv 25, 8-17).

O ano de jubileu está ligado ao significado de sábado, dia do Senhor, porque “no sétimo dia, Deus concluiu toda a sua obra que tinha feito (criação); e no sétimo dia repousou de toda a obra que fizera. Deus abençoou o sétimo dia e o santificou” (Gn 2,2-3).

Temos, então: o sábado – sétimo dia da semana, o Ano Sabático – sete anos; Ano de Jubileu – sete vezes sete Anos Sabáticos.

Quais são as ideias centrais na celebração do Jubileu?

1. A soberania de Deus. Reconhecer que Deus Criador é o Senhor da terra e de cada ser humano. Da afirmação de que Deus é o Senhor e Criador da terra se deduz que o homem não pode apropriar-se dela. “A terra me pertence e vós não sois para mim mais que estrangeiros  e hóspedes” (Lv 25,23). Logo, na terra da qual Deus é o único e legítimo dono, o homem é um “estrangeiro”, um “usuário”, “inquilino”, no sentido de que ele é “hóspede” de Deus.

2. A impossibilidade de possuir a terra. Cumprindo o “Shabbat”, a terra impede ao homem de possuí-la; recusa uma relação de submissão, se opõe à pretensão do homem de reduzi-la a um objeto de dominação e exploração.

3. Dar descanso à terra, não explorar indiscriminadamente; ela também tem direito ao descanso sabático, de igual modo como o Senhor prescreveu para os homens.

4. Devolver a propriedade aos proprietários originais; voltar à sua propriedade. Devolver o que é de Deus a Deus e o que do irmão ao irmão. Restabelecer a justiça original.

5. A gratuidade. A afirmação de que o homem vive em uma terra que não é dele, mas de Deus, mostra que ele é um objeto de uma gratuidade ou graça, isto é, do amor desinteressado de Deus.

6. A justiça.  A afirmação de que a terra é um dom de Deus para as necessidades da pessoa humana dá a entender que ela é de todos e para todos; e o esforço de monopólio que negue ou bloqueie este destino universal é pecado contra Deus e contra o próximo. A justiça, coração da mensagem bíblica e sobretudo profética, consiste em reconhecer o amor gratuito de Deus no mundo e cooperar com ele fazendo com que a justiça seja o modo de ser e de agir. Segundo profeta Isaías, é da “justiça”, isto é, da ação justa, da retidão, que nasce a paz, a plenitude dos bens para todos (Is 32, 15-20).

7. O perdão. O início do Ano Jubilar coincidia com a festa judaica “Yom Kippur”, a grande festa da reconciliação: “Farás soar a trombeta no dia dez do sétimo mês. No dia do Grande Perdão fareis soar a trombeta por todo o país” (Lv 25,9).  O Ano Jubilar institui a possibilidade de um novo início, porque ele rompe não somente com a injustiça e a desigualdade social, mas, principalmente, com a própria culpa, com o pecado.

8. A restauração do mundo ou tempo messiânico. No Antigo Testamento, a voz dos profetas constantemente evoca a vinda do tempo messiânico, tempo em que Deus enviará o seu Ungido (Messias) e, então, tudo será novo, segundo o querer e a bondade de Deus: prosperidade, harmonia, fim dos sofrimentos e da violência. É uma visão do futuro, inspirada na ordem estabelecida por Deus e quebrada pelo pecado. É algo que se espera, que se deseja e algo a ser construído por aqueles que tem Deus no coração.

2. No Novo Testamento

Tudo no Antigo Testamento aponta para a pessoa de Jesus Cristo. As práticas do Antigo Testamento não são fatos isolados, coisas de circunstâncias. Entram no plano da salvação e indicam para Jesus Cristo que foi enviado para ser o Redentor, Salvador, Libertador, o Messias. Apontam para o plano espiritual de verdadeira justiça, ou seja de viver na retidão diante do Senhor, convertidos e reconciliados com Deus e com os irmãos.

“Jesus veio à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”. Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabaste de ouvir” (Lc 4, 16-22).

Jesus Cristo é a grande alegria do povo de Deus. Nele recebemos o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus, nos tornamos filhos de Deus e irmãos uns com os outros. Fomos libertos da culpa. Sendo escravos do pecado, fomos libertos pelo amor gratuito de Deus manifestado em Jesus Cristo. Por isso, Nele o nosso coração se rejubila.

Nas páginas do Novo Testamento encontramos numerosas passagens que afirmam esta verdade. Mostram que o que era prefigurado no Antigo Testamento tornou-se realidade em Jesus Cristo.

- Uma redenção preciosa e caríssima. “Tende consciência de que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por coisas perecíveis como a prata ou o ouro, mas pelo precioso sangue de Cristo, cordeiro sem defeito e sem mancha” (1 Pd 1.18-19).

- Uma redenção definitiva. “Nele, e por seu sangue, obtemos a redenção e recebemos o perdão de nossas faltas, segundo a riqueza da graça, que Deus derramou profusamente em nós” (Ef 1,7).

- Uma redenção gratuita. “Todos pecaram e estão privados da glória de Deus.  E só podem ser justificados gratuitamente, pela graça de Deus, em virtude da redenção no Cristo Jesus” (Rm 3,23-24).

- Uma redenção eterna, definitiva. “Ele entrou no Santuário, não com o sangue de bodes e bezerros, mas com seu próprio sangue, e isto, uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna” (Hb 9,12).

- Somos livres; Cristo nos libertou. “Eras escravo quando foste chamado? Não te preocupes com isso. Quem era escravo, quando foi chamado no Senhor, é um liberto do Senhor” (1 Cor 7, 21-22). É para a liberdade que Cristo nos libertou. Ficai firmes e não vos deixeis amarrar de novo ao jugo da escravidão” (Gl 5,1).

 

Liturgia

  
Liturgia diaria   Liturgia das Horas

Calendário

Calendario dioc   Curso noivos