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Quando eu era administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Pedro e São Paulo, Dom João Wilk, em sua Visita Pastoral, à Paróquia, disse que queria ver a “temperatura da santidade”. Legal! Gostei da expressão: “temperatura da santidade”. Como medí-la? Em Celsius ou em Fahrenheit. Inclino-me a adotar a unidade de temperatura Celsius. Parece ser a mais comum e, portanto, a mais conhecida. O sistema Celsius foi concebido tendo em conta que o ponto de congelação da água corresponde a 0 grau e o de evaporação a 100 graus observados a uma pressão atmosférica padrão. Foi Linnaeus quem inverteu a proposição de Celsius, para este o ponto de congelamento da água seria 100 graus e o de evaporação, 0 grau.

Padre, alguém me dirá, não entendi nada até agora? Tudo bem, tudo bem. Vamos deixar essas inquisições pra lá e tentemos simplesmente identificar através das palavras de Dom João os elementos para saber a temperatura da santidade. No final não tentarei dar uma medida de 0 a 100 graus; o leitor atento, porém, será capaz de fazê-lo sem muitas dificuldades. Espero que não estejamos congelados, o melhor seria que nos encontrássemos no processo da evaporação, isto é, que estivéssemos caminhando com passos decididos rumo ao Senhor. O santo, dizia alguém, não é aquele que nunca peca, mas aquele que luta sempre.

ORAÇÃO

Creio ser este o primeiro elemento para verificar a temperatura da santidade. Dom João falou-nos muito da Palavra de Deus, da Sagrada Escritura, como fonte de espiritualidade, da nossa espiritualidade. Até dedicou-se a falar em determinado momento da leitura orante da Palavra de Deus, o que tecnicamente se chama “lectio divina”, trata-se de uma leitura saborosa das Sagradas Letras, na qual não só o entendimento sai satisfeito, mas a pessoa inteira com tudo o que ela é.

Na homilia de uma Missa, Dom João Wilk indicou-nos os passos para essa modalidade de leitura da Bíblia:

1o) começar pelos textos mais simples: todos os escritos do Novo Testamento primeiro; 
2o) entrar em clima de oração, pode-se começar com o “vinde, Espírito Santo”; 
3o) fazer uma leitura simples; 
4o) pensar no que foi lido, entender o texto; 5o) pensar naquilo que Jesus Cristo quis ensinar e no que essa mensagem tem com a minha vida; 6o) fazer uma oração de louvor para terminar.

Nosso Bispo também mostrava várias vezes a sua predileção pela oração “Vinde, Espírito Santo, enchei os corações...” Muito interessante... Qual é a função do Espírito Santo na nossa luta pela santidade? Aléxis Riaud num livro titulado A ação do Espírito Santo nas almas, diz o seguinte: “Sentimo-nos desanimados porque contamos conosco mesmos, com nossos próprios esforços, em vez de apoiar-nos unicamente no Espírito Santo e esperar tudo dele tão somente. Quer isso dizer que já não seria necessário esforçar-nos para alcançar essa perfeição? Longe de nós um tal pensamento: “O Reino de Deus sofre violência – disse Jesus – e são os violentos que o arrebatam”. É indispensável perseverar na luta por levantar o nosso pequeno pé, como a criança da qual fala Santa Teresinha. Mas devemos preservar-nos de esperar resultados diretos de nossos esforços.”

PENITÊNCIA

Essa é uma palavrinha de difícil compreensão nos nossos dias. Quantas pessoas que sacrificam-se em muitas coisas para conservar a beleza corporal são incapazes de oferecer um desses incômodos a Deus para o bem da própria alma e para a salvação dos outros?

Dom João Wilk, num determinado momento, dava lugar a pensar nos sacrifícios que se podem oferecer a Deus no exercício das próprias funções. Sim, no exercício da própria profissão, no lugar que é próprio a cada um na sociedade, na própria família. Quando vivemos bem a Eucaristia, ela se transforma em virtudes domésticas: ação de graças (ser agradecidos, dizer obrigado), sacrifício, espírito de comunhão (diálogo e perdão), envio – disse o bispo.

Chegar sempre pontualmente ao trabalho, realizá-lo com profissionalidade e com amor, dar a devida atenção aos filhos e à(ao) esposa (o), a fidelidade aos amigos nos momentos difíceis, entre outras coisas, custam sacrifícios. Oferecendo-os a Deus, estaremos ganhando o céu, salvando almas e fazendo a vontade de Deus, que é que sejamos santos, isto é, que nos conformemos de tal maneira a Jesus Cristo que sejamos “o mesmo Cristo” para os demais.

Um segundo momento desse espírito de sacrifício é o de oferecer a Deus penitências voluntárias. Além de aceitar as que nos vem das mãos de Deus, sentimos a necessidade de oferecer mais a Deus, é que o amor tem necessidade de ser criativo para encantar o Amado: um pequeno jejum, um cafezinho sem açúcar, comer um pouco mais do que gostamos menos ou um pouco menos do que gostamos mais etc., são pequenos sacrifícios que podemos oferecer a Deus sem prejudicar a nossa saúde.

Para quê? Para dar glória a Deus, para ajudar na salvação dos nossos irmãos e irmãs, para o bem da nossa própria alma, para educar a nossa vontade, para merecer que Deus nos conceda abundantes graças para a nossa própria santificação. Cristo salvou-nos pela na Cruz, sofrendo, padecendo. Que estamos esperando? In Cruce salus, na Cruz está a salvação.

FORMAÇÃO

Um tema muito querido do nosso Pastor diocesano. Na ocasião Dom João sugeria os seguintes temas para a reflexão comunitária:

1 - a importância da fé e da Igreja;
2 - a Igreja como construtora e guardiã da cultura dos povos;
3 - a Igreja prega a igualdade de todos, o que não exclui o reconhecimento da diversidade das capacidades nos membros do Povo de Deus;
4 - deixar de lado todo o preconceito, de maneira especial o machismo. Existe igualdade entre homem e mulher, uma mesma dignidade na diversidade de capacidades;
5 - o modo de vestir-se. Cada lugar e cada ocasião merece uma roupa adequada. Não se pode estar na igreja como se estivesse na praia, por exemplo.

Esses são apenas alguns tópicos nos quais podemos insistir para adquirir uma melhor formação. Devemos, contudo, saber quais são as fontes para a formação da vida e da consciência cristã: oração (o diálogo com Deus é excelente meio de formação), a Liturgia (especialmente a Santa Missa e o Sacramento da Confissão), a homilia do sacerdote, a leitura atenta da Sagrada Escritura e dos documentos do Magistério da Igreja. É urgente que tenhamos um laicato bem formado que saiba dar a razão de sua esperança.

EVANGELIZAÇÃO

Numa reunião com as Pastorais e Movimentos na igreja São Pedro e São Paulo, o Bispo fez muitas considerações que devem ser tomadas em conta à hora de evangelizar. Destacou que a Paróquia é uma comunidade peregrina. Nós, os cristãos, não temos morada permanente nesta terra, somos peregrinos. Somos povo peregrino. Para que o Povo de Deus cumpra sua missão são importantes os dons, os carismas e os ministérios. A Paróquia é, portanto, uma comunidade carismática. Os caminhos para a santidade são muitos conforme os dons e carismas recebidos. É preciso que estejamos em comunidade, os cristãos que não o estão são “cristãos em perigo”. No Brasil, vivemos um momento muito importante, o Projeto de Evangelização “Queremos ver Jesus, Caminho, Verdade e Vida”. Os Bispos querem que os católicos sejam missionários, “Discípulos e missionários...”, era o tema da Conferencia Episcopal Latino-americana (CELAM) ocorrida há pouco em Aparecida. Destacou ainda que a fé cresce com a perseverança. É preciso que perseveremos. Nada de rivalidades entre nós, nem de invejas malsãs. A Igreja precisa mostrar-se como unidade, como comunhão. Não podemos persistir em ser diferentes!

Qual é a temperatura da nossa santidade? Qual é a temperatura da nossa santidade pessoal? Eu disse que no final iria tentar dar uma resposta... mudei de opinião! Não o farei. Basta que na nossa vida se dêem essas realidades – oração, penitencia, preocupação pela própria formação e das pessoas que temos próximas a nós, desejo de evangelizar – numa tensão contínua que vá em aumento para a glória de Deus e o bem dos irmãos.

Pe. Françoá Rodrigues Figueiredo Costa,
sacerdote do clero secular 
da Diocese de Anápolis,
15/12/2007

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