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Princípios e normas sobre o sacramento da Crisma

01. Todo batizado não crismado pode e deve receber a Confirmação. Ainda que seja costume da Igreja exigir “a idade da razão” como referência para receber a Crisma, em perigo de morte as crianças devem ser confirmadas, mesmo que não tenham atingido a idade da razão.

02. O ministro ordinário do sacramento da Confirmação é o Bispo. Quando houver necessidade, pode conceder aos presbíteros a faculdade de administrar este sacramento. Em perigo de morte qualquer presbítero pode administrar a Confirmação. Além disso, o pároco pode crismar, com a autorização do Bispo, a pessoa já batizada e que abandonou a Igreja, da qual recebe a profissão de fé e admite na plena comunhão com a Igreja Católica.

03. Sendo a Confirmação o “Sacramento da maturidade cristã”, segundo a orientação dos Bispos e a prática em vigor nas dioceses do Brasil, determina-se a idade de 14 anos para conferir o sacramento. Assim procede-se por razões pastorais, com vistas a dar uma formação cristã mais intensa aos crismandos e como forma de evangelizar os adolescentes e os jovens.

04. A Catequese de preparação para a Confirmação é de dois anos e é realizada com os subsídios próprios que a Diocese disponibiliza para esse fim. Extraordinariamente, nas comunidades rurais ou em outros casos particulares, o pároco pode adotar outras maneiras adequadas de preparação.

05. Os adultos acima dos dezoito anos tenham  uma catequese própria, com duração de seis meses a um ano, conforme as circunstâncias. Cuide-se para que tal prática não desestimule os pais dos adolescentes a iniciarem a preparação no tempo apropriado.

06. No ato da inscrição para a catequese é preciso verificar se os candidatos já foram batizados e receberam a Primeira Comunhão. No caso dos adultos, verificar também o estado de vida, se são solteiros ou casados no religioso. Caso provenham de outras paróquias, peça-se a permissão do pároco de origem.

07. Incentivem-se os crismandos a praticarem com freqüência o sacramento da Reconciliação e a participarem regularmente da Eucaristia dominical na sua comunidade.

08. Antes da Crisma os candidatos recebam o sacramento da Reconciliação, tendo em vista que para receber o sacramento da Crisma é oportuno estar em estado de graça, isto é, sem consciência de pecado mortal desde a última confissão sacramental. Igualmente, os pais e padrinhos façam a confissão sacramental.

09. Como forma de preparação imediata para o sacramento da Crisma é oportuno que os candidatos façam um retiro espiritual.

10. É conveniente que os crismandos tenham a ajuda espiritual de um padrinho ou uma madrinha. Para ser padrinho ou madrinha, devem se cumprir as mesmas exigências pedidas para o Batismo, ou seja: tenha completado dezesseis anos, seja crismado, e tenha recebido a Eucaristia, se for casado, que o seja no religioso. É conveniente que o padrinho da Confirmação seja o mesmo do Batismo.

11. Os nomes dos confirmados, dos pais e padrinhos sejam  inscritos no Livro de Confirmações da Cúria Diocesana.

12. Os adolescentes e os jovens que ainda não foram batizados que o sejam durante o primeiro ano de catequese para a Crisma. Os que não receberam a Primeira Eucaristia podem recebê-la na mesma celebração na qual serão crismados. Tenha-se o cuidado para que tal prática não estimule os pais das crianças e dos adolescentes a deixarem o Batismo e a Primeira Eucaristia só para essa idade.

13. Na participação dos encontros, observe-se a freqüência dos catequizandos (no mínimo 80% de participação), não esquecendo o nível de maturidade e de aproveitamento de cada crismando(a) para admissão ao sacramento.

14. Os colégios católicos que dão aos alunos catequese de Crisma observem estas mesmas orientações pastorais e usem os subsídios indicados ou oferecidos pela Diocese. Façam a catequese fora do horário das aulas e seus catequistas estejam  integrados na pastoral da catequese paroquial.

Liturgia

Formacao liturgica2    Canto liturgico    Folheto dominical